domingo, 30 de janeiro de 2011

Casos de Sucesso


No seguimento do post anterior existem em terras lusas, já há algumas empresas muito bem posicionadas na área da blogosfera. 
A Nike Portugal, por exemplo, soube tirar partido da blogosfera nas suas actuais estratégias de marketing. Em 2008, implementou o blog “Tudo por todos”, alusivo à participação da Selecção Nacional Portuguesa no Euro 2008.
 Um espaço que desvendou o quotidiano da selecção e deu a conhecer tudo o que se passou durante o torneio. A informação era reportada através de vídeos com entrevistas, notícias e fotografias dos craques portugueses. Para o internauta comum, o “Tudo por Todos” disponibilizou ainda espaços de interacção, como o “Wall de Ânimos” e “Info Blogues”. No primeiro, qualquer pessoa pôde deixar mensagens de incentivo; o segundo, deu a oportunidade aos bloggers deverem os seus textos saírem do anonimato para o “Tudo por Todos”.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Ponto de Situação:- Blogosfera Portuguesa


Relativamente a países como Espanha, Inglaterra ou Estados Unidos da América, Portugal está manifestamente atrasado na adaptação de conceitos e práticas Web 2.0. Todavia, de uma forma lenta mas positiva, começam a aparecer projectos “made in Portugal” com bastante sucesso lá fora, caso do Vivapets ou do Webreakstuff – sinais de vitalidade e capacidade dos portugueses.
Os blogs, diários online de conversação e comentários, estão em todo o lado na Rede. O mundo empresarial não lhes está indiferente, recorrendo ao fenómeno quer para promover produtos quer para desenvolver uma imagem de marca. Com uma estratégia correcta, os blogs podem representar uma boa oportunidade para construir um diálogo informal com os clientes e obter uma maior visibilidade na Rede.

WEB 2.0- De Palavra de Moda a Realidade Empresarial


A Web 2.0, a Web das pessoas, está a ter grandes repercussões na sociedade, no mercado e na vida das organizações. A evolução está em curso e os desafios para quem presta serviços junto dos consumidores são cada vez maiores e mais exigentes.
Ter atitude Web 2.0 é estar receptivo às novidades e flexível às mudanças que vão ocorrendo. É saber tirar partido das potencialidades das novas tendências para a comunicação empresarial.
A Web 2.0 – e todas as aplicações e serviços que disponibiliza – trouxe boas notícias para as pequenas/médias empresas. Ferramentas como os blogs, os wikis e a publicidade em vídeo online requerem um investimento económico residual, e pouca estrutura organizativa, o que significa que podem competir rapidamente com empresas tradicionais e consolidadas no mercado há já muito tempo.
Este fenómeno está na Moda e tem-se revelado uma fonte de oportunidades !

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Facebook

O impacto da Internet na sociedade


Na história da comunicação humana, nunca um meio agitou tanto as massas como a Internet. Mais: nunca um meio afectou tanto a sociedade e as suas formas de comunicar e hábitos de vida, alterados profundamente a partir do advento da rede de computadores.

A revolução no mundo das telecomunicações e da informática atingiu a população mundial transversalmente, nos mais diversos sectores das relações humanas e das mais diversas formas.

Pela primeira vez, pode-se dizer que estamos perante um meio de comunicação de massas, de alcance universal, pelo menos teoricamente. A democratização da comunicação, quer no acesso, quer na produção, foi, aliás, a grande mais valia do fenómeno, que hoje está presente à escala global. Bruno Giussani, numa entrevista ao Expresso Online, asseverou, que a invenção da Internet constitui “ um momento de verdadeira democratização”. Hoje, é “parte integrante” da sociedade. Poderosa e atraente, a Rede não tem fronteiras – nem geográficas, nem temporais. Além disso, não padece de divisões de outras ordens, como classe, religião, política, cultura, idade, género ou interesses.
Quando comparada com outros instrumentos mais tradicionais, a Internet apresenta ainda duas grandes vantagens: a velocidade e a interactividade. A distribuição dos dados processa-se, agora, à velocidade cruzeiro, em tempo real, algo impensável há duas décadas atrás. À distância de um simples clique, o utilizador dispõe de um rol infindável de possibilidades
.
 A tecnologia proporciona também um nível de interactividade superior ao proporcionado por outros meios de comunicação, mais unilaterais. Isto significa que os usuários não só podem consumir a informação disponível, enquanto espectadores como também podem par
ticipar nas várias actividades e nos inúmeros serviços disponibilizados (Lemos, 1998).

Em pouco mais de duas décadas, a Internet assumiu e proporcionou o comando da vida em sociedade. Há quem a considere vital, como o “ar que respiramos”, como Giussani. A célere expansão do meio veio acompanhada por revoluções tecnológicas, económicas e sociais.
Do ponto de vista tecnológico, a Rede é também o reflexo da imaginação colectiva e do progresso da sociedade humana, que desde os primórdios almejou quebrar barreiras de espaço e de tempo, de forma a transpor as limitações da comunicação e da partilha.

A Internet vive agora um novo momento, com a eclosão da chamada Web 2.0 ou Web social. Esta segunda geração de serviços na Internet nada tem a ver com a tecnologia, mas, antes com o conteúdo. Diferente da Web inicial, sobretudo contemplativa, esta nova fase assenta em novos paradigmas, onde a colaboração, a interacção e a força do colectivo funcionam como motores da nova sociedade virtual.

 Caiu por terra o clássico modelo “ um emissor que fala e os receptores escutam”. A rede mundial de computadores “possibilita a comunicação de muitos para muitos”, como teorizou Pierre Lévy (1994). Foi este sociólogo tunisino radicado em França que propôs o conceito de “inteligência colectiva”, no inicio dos anos noventa, quando a internet comercial ainda dava passos titubeantes. Hoje, a expressão virou a máxima para a nova vaga da Web. Manuel Castells – para quem a criação da Internet foi uma façanha extraordinária na história humana – também a partilha da ideia de que, pela primeira vez, estamos perante uma comunicação de muitos para muitos, à escala global. Em “ A Sociedade em Rede” (2002), o sociólogo espanhol apresenta uma importante contribuição para o debate acerca da anatomia da sociedade deste novo século. Para Castells, vivemos numa sociedade globalizada em rede, centralizada no uso e aplicação da informação e conhecimento, com a internet a ser a base tecnológica para a forma organizacional da Era da Informação.

Segundo o autor, a formação de redes é uma prática humana muito antiga, mas, ganhou uma nova pujança, recentemente, com as redes de informação a serem energizadas pela Internet.

“ Se as tecnologias de informação são o equivalente histórico do que foi a electricidade na era industrial, na nossa era poderíamos comparar a Internet com a rede eléctrica o motor eléctrico”, escreve Castells em a “ A Galáxia da Internet” (2004).

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Aproveitar a inteligência colectiva


Colaborativa, a Web 2.0 possibilita a máxima interacção de conhecimentos e informações entre seres humanos. O objectivo é tirar o maior proveito da inteligência colectiva, conceito proposto já na década de noventa por Pierre Lévy (1994).

Tim O’Reilly acredita que o êxito dos gigantes nascidos na era Web 1.0, que sobreviveram para liderar a nova vaga, está em saberem aproveitar a rede para multiplicar saberes.

Esta ideia está claramente associada à combinação de tecnologias responsáveis pela democratização e massificação da edição. Os blogs e as wikis são bons exemplos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Redes Socias

Nascidas em 2003, converteram‐se num dos principais fenómenos dos últimos anos. Friendster, Tribe.net ou Meetup foram os primeiros nomes a ser conhecidos neste âmbito, mas nenhum conseguiu vingar. Em Outubro do mesmo ano, surgiu o MySpace, que ao permitir a publicação de fotos, vídeos, músicas e blogues, rapidamente atraiu milhões de utilizadores (Nafría, 2000).

Nos anos seguintes, foram surgindo inúmeros projectos do mesmo género, regidos por objectivos idênticos: Facebook, Twiteer, Hi5, Orkut, Flickr, Bebo, Windows Live Spaces são as mais conhecidas, mas a lista alonga‐se à medida que o tempo passa.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Modelos de Negócio de Empresas Web 2.0


A utilização da Web 2.0 até pode estar ainda em estado embrionário, mas já se adivinha promissora. As mudanças estão em marcha e, num contexto empresarial, o fomento da colaboração e da partilha de conhecimento entre os colaboradores, quer externa quer internamente, poderá proporcionar uma comunicação mais rica entre organização, parceiros e comunidade. “A nova filosofia Web 2.0, que requer um baixo investimento inicial, pouco tempo de criação de uma empresa e pouca estrutura organizativa, permite que as novas empresas possam competir rapidamente com empresas tradicionais e consolidadas no mercado” (Fundación de la Innovación Bankinter, 2007:41).

Whyville, um mundo virtual de orientação pedagógica para crianças e jovens entre os 8 e os 15 anos, Innocentive, uma comunidade online que reúne cientistas de prestígio, cuja finalidade é resolver desafios de Investigação & Desenvolvimento, e Threadless, um negócio de comercialização de t‐shirts, para onde os utilizadores podem enviar os seus desenhos, entre outros, são apenas alguns exemplos de modelos de negócios com êxito de empresas Web 2.0 (Fundación de la Innovación Bankinter, id.).

Estes modelos empresariais não deixam de ter semelhanças com os modelos de negócios tradicionais, mas têm a particularidade de conseguir a participação activa do utilizador para garantir a sustentabilidade do modelo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Software Multidispositivo

Uma outra característica Web 2.0 que mereceu a atenção do fundador da O’Reilly Media é o facto de ela já não se limitar à plataforma PC, dando como exemplo o caso do iTunes, o serviço de música da Apple, que além de um organizador pessoal conecta directamente como reprodutor musical iPod.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tags

O tagging ou rotulação oferece aos utilizadores uma forma de vincular palavras‐chave a palavras ou imagens que considerem interessantes no ambiente online, ajudando a categorizar temas e assuntos. O efeito colaborativo de milhares de utilizadores é um dos pontos centrais de sites como o del.icio.us.

Desenvolvido por Joshua Schachter, mais do que um mecanismo de busca, o del.icio.us é uma ferramenta que permite arquivar e catalogar, através de tags, páginas do interesse dos internautas, que podem, depois, acede‐las a qualquer momento, em qualquer lugar.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aplicações Web 2.0 para Empresas Tradicionais


A Web 2.0 não proporciona apenas boas oportunidades para criar novas empresas, mas também tem várias aplicações para as organizações tradicionais. Neste caso, as novas ferramentas sociais também tem‐se revelado de grande utilidade. Uma pesquisa da Information Week Research, realizada a 250 directores, revelou que a maioria reconhece valor e importância aos novos instrumentos de trabalho. Para 69% dos questionados, a mensagem instantânea é a aplicação mais útil para integrar na empresa, seguindo‐se as ferramentas de busca (61%) e as ferramentas de conteúdos colaborativos (56%).

As empresas já começam a confiar no poder da Web 2.0. Esta foi a principal conclusão de umestudo realizado pela ChangeWave Research22, que aponta que 24% dos entrevistados já usa o fenómeno nas suas empresas e que 8% pensa começar a usa‐la já no decorrer deste ano. Wikis (20%), blogs (18%) e redes sociais (15%) são as tecnologias preferidas. Segundo os especialistas do FTP, os principais benefícios da Web 2.0 para as empresas são os seguintes: “maior eficiência das aplicações, maior satisfação do cliente para uma melhoria da comunicação, incremento da navegação de informação interna e externa, sobretudo relativa ao consumo e uso de produtos, feedback acerca de novos produtos graças às comunidades 2.0 e um maior controlo da imagem pública por parte da empresa”(Bankinter, 2007:50). Ou seja, a Web 2.0 representa inúmeras e novas oportunidades empresariais.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Web 2.0 ... Incubação

Com a chegada das novas tecnologias, a sociedade transformou radicalmente tanto os seus hábitos e preferências de consumo como o modo de comunicar e relacionar‐se. A Internet tornou‐se, efectivamente, um veículo de comunicação global, preferencial e indispensável no contexto actual da globalização de produtos e serviços. Revelou‐se, em si mesmo, um dos mais poderosos meios de comunicação, ao complementar e integrar todos os outros. O baixo custo de comunicar bidireccionalmente com todos os mercados, a abrangência mundial e instantânea e a capacidade de disponibilizar conteúdos estáticos (permite a consulta a qualquer hora, em qualquer lugar), dinâmicos (informação actualizada constantemente, com feedback simples e imediato) ou multimédia são claras vantagens em relação aos restantes formatos.


A Internet passou a ser imprescindível na vida da população mundial e das empresas também, que apercebendo‐se do poder competitivo da Rede não quiseram ficar de fora deste desafio. Assim, num mundo cada vez mais global, a entrada de uma organização no ambiente web, não só aumenta o valor da marca como também disponibiliza uma plataforma de comunicação com os diferentes públicos.

E, se a ideia inicial passou pela construção de sites institucionais, com o objectivo de divulgar a empresa e os serviços, a tendência alterou‐se recentemente, pois a aposta agora é em portais – pontos de chegada, de organização e de distribuição de informação.

Filipe Vaz

domingo, 16 de janeiro de 2011

Da Web 1.0 à Web 2.0


No dealbar do novo século, a Web estava mais importante do que nunca. Em 2003, cerca de 580 milhões de pessoas7 em todo o mundo já tinham acesso a uma grande variedade de serviços e aplicações, que foram sendo melhoradas e adaptadas progressivamente a novos princípios e a práticas mais interessantes e mais voltadas para o utilizador, que passou a ser o rei da Internet ‐ como o distinguiu Ismael Nafría (2000).

A verdade é que estávamos perante uma nova etapa na história da rede mundial de computadores. Para o citado autor espanhol, “se a Internet fosse um programa informático, a Web 2.0 representaria uma nova e melhorada versão do mesmo. Uma versão que estaria aproveitando o melhor da sua primeira fase, a que chamaríamos Web 1.0, e à qual se haviam incorporado importantes novidades tanto tecnológicas como de utilização”. (Nafría, id.: 99).